terça-feira, 22 de janeiro de 2008

MARKETING SENSORIAL


A exploração dos 5 sentidos no marketing não é uma novidade, mas o estudo de seus efeitos é recente. Quando introduzido corretamente em uma empresa, o marketing sensorial vem a contribuir satisfatoriamente para toda e qualquer atividade. O seu uso sem exageros ou imposição é altamente recomendado pelo marketing moderno num mercado cada vez mais dinâmico e competitivo.
A visão é talvez o sentido preferido dos profissionais do marketing. Estudos sobre cores e suas influências definem logomarcas, pois podem orientar para acalmar o cliente, agitá-lo, ou até mesmo despertar-lhe fome. O design dos produtos segue cada vez mais o efeito que este causa no consumidor, passando de mero detalhe a fator primordial digno de premiações. Pesquisas mostram que nossa memória visual é muito melhor que a auditiva ou olfativa, por exemplo, daí o fato de termos que ouvir uma música ou sentir um cheiro várias vezes para nos lembrarmos destes, enquanto uma cena vista uma única vez pode nos marcar para sempre.
A exploração do olfato é muito utilizada em lojas de artigos esportivos, indústria da moda e automotiva. Quem não adora cheiro de carro novo? Existem estudos que definem fragrâncias que estimulam a compra para artigos de prática de esportes ao ar livre. Clínicas e hospitais têm cheiro definido pelas essências que trazem impressão de limpeza. Aromas que nos fazem sentir em casa como café ou canela, por exemplo, podem aumentar tempo de permanência numa loja. O dizer “Aromatizado artificialmente” é freqüente em uma infinidade de produtos e é claro, influenciam nossa decisão de compra.
Os sons podem ser notados em supermercados, onde músicas calmas e relaxantes são utilizadas em dias com pouco movimento, para maximizar o tempo de permanência dos clientes nas lojas, enquanto que músicas mais agitadas ditam o ritmo em dias de muito movimento para garantir a diminuição de filas e a espera. A fixação de jingles e músicas de campanhas também é bastante explorada. Quem não lembra o slogan “pediu Brahma pediu bem” cantado à exaustão?
O paladar também é muito estimulado, sobretudo nos pontos de venda. O merchandising com degustação é freqüente e imensamente eficaz na introdução de novos produtos no mercado. Mas engana-se quem atribui apenas à provação o uso deste sentido. Ao oferecer balas ou chocolates aos seus clientes, as companhias aéreas fazem um mimo ao cliente, melhorando sua reação física ao vôo, fazendo-o mastigar antes e durante a decolagem, melhorando o desconforto causado pela diferença de pressão. Acabam por fim elevando uma sensação gostosa do paladar a um sentimento de conforto que não encontraria em outra companhia.
O tato prova-se útil não apenas no design de produtos que facilita seu manuseio, mas até ao passar confiança aos clientes. Segundo Solomon (2002), durante um estudo foi constatado que em um restaurante, quando os clientes eram tocados pelos garçons, davam gorjetas maiores. Em supermercados, os demonstradores quando tocavam de leve os clientes, tinham mais sucesso em convencê-lo a experimentar um novo produto e fazê-los comprar.
Aspectos culturais devem ser valorizados, pois tocar o cliente no Japão pode ser tão desastroso quanto o sabor carne em um Miojo na Índia. Com os devidos cuidados, o Marketing sensorial é uma ferramenta barata e bastante eficaz na prospecção de novos clientes e na fidelização de clientes já conquistados.

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