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segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

O marketing educacional sem virtudes

Qualquer estudante de marketing e propaganda sabe como pode ser apaixonante e até viciante sua área de atuação, mas como em qualquer outro campo de trabalho, vez por outra vemos situações onde há o uso de artifícios que beiram a falta de ética e os fins justificam os meios, deixando profissionais de estômagos mais sensíveis assustados com a inexistência de limites.
No início deste mês, tivemos o processo seletivo seriado para a Universidade Federal de Sergipe – UFS, o tão temido vestibular. Muitos adolescentes e pouquíssimos adultos ansiosos movimentaram por 4 dias as “pardalizadas” avenidas da cidade para ingressar na única universidade pública de nosso estado. São jovens que há anos vem se preparando para uma bateria de testes e que tornam o negócio da educação em nosso estado um verdadeiro filão. Este momento acaba sendo desvirtuado pelas escolas e usado exclusivamente como oportunidade para marketing de fim de ano.
É muito difícil conseguir, nos meses de Novembro a Janeiro, vagas para veiculação em bons pontos de outdoors, por exemplo, em função da demanda de escolas e faculdades para o fim de ano, época de matrícula nestes estabelecimentos. Busdoor, rádio, TV e muitas outras mídias existentes são alocadas como recurso para que a “indústria do conhecimento” aproveite o momento e faça caixa para honrar compromissos, além de garantir os investimentos de início de ano letivo.
Mas até onde a escola/empresa que vive de algo tão nobre como a educação deve ir?
Escolas oferecendo 200, 300 bolsas para excedentes no curso de medicina, carro zero sendo exposto e sorteado entre os primeiros colocados, café da manhã nordestino sendo oferecido a pais e alunos às portas do local de prova, massagistas profissionais à disposição dos alunos mais tensos, professores sendo “convocados” a desejar boa prova para seus alunos e imensas barracas de lona sendo montadas no campus universitário para expor tudo isto, fazendo alusão ao verdadeiro circo que se tornou o ingresso destes jovens na universidade. Candidatos que vem de outros estados ficam assustados e não escondem o espanto com tamanha panacéia, que segundo eles mesmos só acontece aqui. Um verdadeiro desfile de egos e uma batalha velada entre escolas que disputam para mostrar quem pode mais, quem prepara mais, quem aprova mais, como se resumissem a formação do indivíduo, do cidadão, do estudante em sua aprovação no vestibular. Isto está errado! A escola seria (salvo engano) uma instituição que deveria instruir, educar, ensinar valores, que não pode assumir uma postura demagógica ao ensinar a criança a ajudar o coleguinha de classe enquanto faz de tudo para acabar com a escola do mesmo bairro, chegando a ligar para os melhores alunos da concorrente e oferecer bolsas integrais já pensando em resultados nos vestibulares futuros. Se uma escola põe faixas nas ruas hoje, todas as outras escolas se vêem obrigadas a fazer o mesmo, tomados por um estúpido pensamento que mais lembra a guerra fria e sua corrida armamentista. O estudantes, que em tese deveriam estar tão tranqüilos quanto preparados, são bombardeados de cobranças e sofrem conformados com uma situação que a família diagnostica como pressão normal de vestibulando. Não há nada de normal nisso. Uma simples transição acadêmica se transforma em uma verdadeira tortura para cabeças ainda jovens e em formação.
Todas estas ações têm o “marketing” sendo usado muito mais como desculpa que como preceito de sucesso empresarial. Os resultados saltam aos olhos quando vemos o crescimento de alguma destas escolas a um custo social muito alto, uma vez que nossos jovens são castigados para que elas possam por mais faixas na rua.

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

MICO

Recebi alguns e-mails de leitores perguntando o porquê da demora em postar novos artigos (hoje fazem 8 dias desde a última postagem). Descobri que a velha máxima “Tu és eternamente responsável por aquilo que cativas” também vale para os bloggeiros e o mundo virtual. É muito bom saber disso.
Começo então este artigo pedindo desculpas pela demora e dizendo que esta foi em função de alguns projetos pessoais que exigem muito de minha atenção. Tentarei ao máximo manter minha regularidade na produção de novos textos.
Bem, no último fim de semana, tive a oportunidade de participar de um congresso aqui em Aracaju conhecido como “MICO” (Mídia e comunicação). Como qualquer outro congresso de comunicação, algumas palestras e oficinas agradaram mais que outras, mas dentre os palestrantes convidados podemos destacar a brilhante participação de sua grande maioria;
Lígia Bungestabs (Zaptmídia – Miami) deu uma verdadeira aula de planejamento e mostrou a tendência de algumas agências em focar seus serviços em apenas uma área da atividade, como planejamento, por exemplo, prestando serviços para outras agências sem aquele setor específico. Um compreensível processo de horizontalização. Seria o fim das agências plenas? Improvável.
Jota Erre Lima (Banco do Brasil - DF) deu um show falando sobre marketing para produtos de luxo e as nuances desse segmento. Foi uma palestra realmente interessante. Também pudera, a conta do BB é de alguns milhões, o cara sabe o que está falando. Tive a oportunidade de almoçar com ele no sábado, no hotel do evento pouco antes de seu “check out” e é claro que eu parecia mais uma esponja de idéias que qualquer outra coisa. Ele é uma pessoa muito acessível e troca informações numa boa.
Maurício Kubrusly (Globo-SP) mandou muito bem como sempre nos quesitos simpatia e cultura, mas parecia mais interessado em promover seu quadro “Me leva Brasil” no fantástico e seu livro homônimo. Foi ótimo pra descontrair, mas nada mais que isso.
Ricardo Piologo (Fábrica de quadrinhos – SP) nos mostrou a trajetória de seu site, o divertido “Mundo canibal” e de como foi difícil ser bem sucedido fazendo o que gosta; desenho animado. Mas ele poderia ter mostrado um pouco mais sobre técnicas em animação em flash. De qualquer forma valeu pela qualidade de seu trabalho e o fator motivador.
O jornalista José Antônio Ramalho (Folha de São Paulo) falou da importância da tecnologia no jornalismo de hoje e nos presenteou com relatos de matérias excelentes que fez ao redor do mundo e como a tecnologia o ajudou a trabalhar mesmo nos lugares mais inóspitos. O cara tem mais de cem (isso mesmo 100!) livros publicados nas áreas de informática, fotografia e jornalismo de aventura.
Guilherme Sebastiany (Sebastiany Design – SP) mostrou um conhecimento notável e uma palestra que apesar de bastante técnica se mostrava muito elucidativa sobre “branding”.
O encerramento não poderia ter sido melhor. Tivemos o privilégio de receber Roberto Dualibi (presidente da DPZ – SP), um dos maiores publicitários do país que comanda uma agência premiada internacionalmente. Ele nos falou sobre a importância da criatividade e da valorização do talento, além de nos mostrar em primeira mão alguns “cases” feitos para clientes da DPZ como Itaú e Bombril. O lado humano deste senhor que tem sua humildade diretamente proporcional a sua importância para a propaganda brasileira me surpreendeu por demais. Pequenas bolas de borracha foram atiradas para a platéia e premiavam com seu novo livro quem as pegasse. Uma delas garantia uma viagem para conhecer a DPZ com tudo pago e acompanhar o departamento de sua escolha por uma semana. A menina sentada a minha frente pegou esta bola... lembro que quando vi aquela maldita bola azul em minha frente quase embaixo dos meus pés pensei; “Já estou com a minha... deixa a garota pegar o livro dela...”(é claro que este era o anjinho em minha cabeça falando, porque o diabinho devia estar dormindo, sei lá.)
É meus amigos, às vezes o egoísmo premia... se arrependimento matasse... eu já teria reencarnado um MICO! (desculpem a piada, mas não resisti).
Enfim, o balanço do encontro foi positivo. Salvo algumas poucas falhas na organização e algumas palestras descafeinadas onde os convidados (que nem citei) estavam mais interessados em promover suas agências ou a si mesmos, o evento com certeza garantiu minha participação em edições futuras.
Quanto ao MICO, não paguei nenhum, mas aprendi que nem sempre se deve ouvir a consciência (diabinho dorminhoco FDP *! #*!%!).

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Gerenciamento de clientes – CRM

CRM é uma sigla para a expressão em Inglês Customer Relationship Management (Gerenciamento de relacionamento com clientes). É uma prática que tem sua origem em eventos recentes.
O marketing de relacionamento surgiu da vontade de estreitar os laços com os clientes a partir do conhecimento do mesmo e de suas necessidades. Notou-se que com uma concorrência crescente, o atendimento e a relação do cliente com a empresa seriam ótimos diferenciais. Um banco de dados é criado (Data base marketing) com informações diversas e serve de base para identificar os clientes, suas diferenças e semelhanças. Desta forma, pode-se individualizar o atendimento, criar novos serviços, selecionar qual cliente é mais importante para a empresa e diferenciar um produto ou a maneira como o cliente é atendido.
Nos anos noventa, com a abertura de mercado e o surgimento de diferentes empresas em diversos setores de nossa economia, algumas vindas do exterior, empresas que passaram décadas sem concorrência se viram ameaçadas por outras recém chegadas, com modernas técnicas de gestão muito diferentes da burocrática estrutura que perdurara por anos. O marketing de relacionamento passou a assumir um papel de diferencial num mercado infinitamente mais competitivo. As prateleiras de supermercados e as listas telefônicas passavam a oferecer ao cliente algo que até então ele desconhecia; opções.
Algumas empresas criaram um departamento exclusivo de CRM e este tem papel fundamental na solução de conflitos, no projeto de novos produtos ou serviços e na manutenção dos clientes conquistados. Os “mimos” que por muito tempo foram vistos como gastos necessários, passaram a ser considerados investimentos, e pesquisas até então sem importância mostravam que é muito mais barato manter um cliente que conquistar um novo. Outros estudos concordam que um cliente insatisfeito fala de sua insatisfação para um número muito maior de pessoas que um cliente satisfeito. Termos como “encantamento do cliente” ou “fidelização” viraram moda e o marketing de relacionamento ganhou lugar de destaque.
Passou a ser comum receber em casa um folheto do supermercado de sua preferência informando da promoção de seu vinho favorito ou da fralda descartável de seu bebê. Eles sabem o que compramos, pois um bom sistema de informação e gestão pode garantir um melhor uso dos dados colhidos no caixa. A fábrica do recém comprado automóvel lhe liga um mês depois pra saber se você está satisfeito com o carro novo e a empresa de telefonia lhe oferece um pacote de minutos que melhor se adapta ao seu orçamento. Sem falar nas melhorias em salas de espera com ar condicionado e serviços de copa. Isto é CRM.
Hoje o consumidor pode até não conhecer alguns dos termos deste artigo, mas com certeza sabe diferenciar o atendimento e a relação que estabelece com marcas e empresas ao longo de sua vida, norteando seus hábitos e levando em consideração como é tratado. Está cada vez mais difícil fidelizá-lo e o CRM exerce um papel fundamental em toda e qualquer empresa que o pratique de maneira tácita ou com ações isoladas.

domingo, 16 de setembro de 2007

Ensino à distância - EAD

Lembro-me de folhear as revistinhas em minha infância e ver cursos por correspondência. Era um instituto chamado IUB (Instituto Universal Brasileiro). Oferecia cursos de eletrônica, mecânica, datilografia, bordado e outros cursos profissionalizantes onde o sistema de ensino era completamente à distância. O instituto ainda existe e acompanhou a evolução tecnológica oferecendo cursos profissionalizantes, mas desta vez pela internet.
Hoje vemos uma disseminação da modalidade à distância, promovida por faculdades e universidades de todo o país. Os correios já não desempenham papel importante na comunicação e disseminação do conhecimento. As aulas são assistidas via satélite, pela internet e CD ROM. Como modalidades atuais de ensino existem a educação presencial, semi-presencial (parte presencial/parte virtual ou à distância) e educação à distância (ou virtual). A presencial é a dos cursos regulares, em qualquer nível, onde professores e alunos se encontram sempre num local físico, chamado sala de aula. É o ensino convencional. A semi-presencial acontece em parte na sala de aula e outra parte a distância, através de tecnologias. A educação a distância pode ter ou não momentos presenciais, mas acontece fundamentalmente com professores e alunos separados fisicamente no espaço e ou no tempo, mas podendo estar juntos através de tecnologias de comunicação.
Quando falávamos de algum profissional que tinha sua competência questionada, costumávamos dizer que este havia feito o curso por correspondência, selando como duvidosa a qualidade do serviço que utilizava apenas o correio e telefone como canal de contato, mas pesquisas recentes mostram que o mercado vem absorvendo os profissionais formados pelo processo atual como dignos de desempenhar a atividade de sua formação. Muitas instituições têm mostrado bons resultados com profissionais capacitados e pesquisa recente realizada com executivos brasileiros e divulgada pela Istoé Dinheiro mostra que 74% dos consultados contratariam um profissional que fosse formado pelo ensino à distância. Talvez porque muitos destes executivos já tenham, eles mesmos, obtido os benefícios da aula virtual em um dos inúmeros cursos de pós-graduação espalhados pelo país.
O fato é que é inevitável a adaptação da educação aos recursos atuais. Como processo de transmissão de saberes, criará nos próximos anos modalidades provenientes de novas tecnologias que não foram sequer imaginadas ainda, mas é certo que sua essência será preservada; Teremos sempre a transmissão de conhecimento entre indivíduos, com um falando (ou teclando, mostrando...) e outro(s) percebendo, mudando apenas a maneira que a mensagem e o conhecimento são passados adiante.

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Tecnologia da Informação

O ser humano sempre dependeu de informação para sobreviver. Somos dotados do melhor “processador” que existe, embora subutilizado, e a mãe natureza sabia muito bem o que estava fazendo quando nos deu este presente. Estava por colocar em nossas mãos não apenas o destino de nossas vidas, mas o seu próprio. Embora os avisos constantes como furacões e derretimento glacial chamem a atenção da mídia, muito pouco foi feito. Vai chegar o dia em que nossa extinção será inevitável e ela, a natureza, terá tempo de se recuperar, dando a outros seres o privilégio de gerir seu patrimônio, o que temos feito sem a menor probidade até agora.
No tempo das cavernas, o simples conhecimento do fogo ou de um bom local para caça ou pesca podia significar a diferença entre a vida e a morte. As civilizações foram surgindo e a superioridade numérica foi cedendo espaço para o conhecimento militar e bélico. Batalhas foram vencidas e povos conquistados por mensagens entregues a cavalo ou cidades fortificadas a tempo por possuírem excelentes batedores. Na idade moderna as potências passaram a ser valorizadas por seu PIB e não mais pela quantidade de ogivas atômicas. Ainda hoje o conhecimento e a informação valem ouro e são determinantes para passos futuros de um indivíduo, uma empresa ou uma nação.
A busca de informação é facilitada pelo dinamismo do mundo. Temos de nos adaptar e aprender a usar as informações a tempo. Estas estão instantâneas, porém breves. O que é hoje já não será amanhã e aprendemos no dia-a-dia que incertezas são parte do cotidiano.
Enquanto profissional, seja diretor, sócio de uma empresa ou empregado, deve-se estar a par de tudo que acontece no mundo e não mais apenas na sua área de atuação. Se você é dono de um posto de combustíveis, pode não ligar para a redução do limite de velocidade em área urbana, mas com os carros andando mais devagar estes consumirão menos e seu volume de vendas sofrerá uma queda. Se trabalha em uma fábrica de sapatos que exporta bastante, a desvalorização do dólar pode provocar demissões e seu emprego pode sair voando pela janela. Os exemplos são inúmeros. Isto é o que chamamos de globalização. O fato é que agora podemos ligar a TV e ver em tempo real sobre o acidente automobilístico de uma princesa inglesa, com um namorado egípcio, num túnel francês, em um carro alemão, dirigido por um motorista belga, cheio de uísque escocês e perseguidos por paparazis italianos. Quer maior exemplo de globalização? Não há mais fronteiras e sem estas não há mais tempo. Devemos ser capazes não apenas de encontrar as informações, mas filtrá-las e processá-las como nunca fizemos antes. Daí a importância crescente de setores de TI (tecnologia da informação) em empresas e organizações. Trate de incorporar este pensamento a sua rotina e saiba que existe um mundo novo lá fora, onde avanço tecnológico passou de eletivo à obrigatório, e isto se deu de tal forma que dinossauros serão lembrados em livros, mas sem espaço para seus fósseis, profissionalmente falando é claro. Evite problemas por falta de informações completas (veja video abaixo) , evolua para não acabar extinto, pelo menos antes do tempo.

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

O clima que não dá pra prever, mas é importante melhorar.

Quando trabalhamos em uma empresa, seja como empregado ou empregador, o ambiente de trabalho reflete diretamente no desempenho de todos. Muitas vezes nos vemos em uma situação onde ganhamos bem, mas não estamos contentes com o trabalho, ou adoramos o ambiente, colegas e chefes, mas o pagamento nos deixa desmotivados. Em outras organizações os boatos, fofocas e falta de profissionalismo fazem com que os recursos humanos da empresa sejam subutilizados.
Muitos consideram o dinheiro como maior fator motivacional; Mero engano. Se isto fosse verdade não teríamos funcionários que apesar de bem remunerados se mostram insatisfeitos, além de resumir o problema a um assunto de única e simples solução. Em nossas pesquisas a remuneração aparece como oitavo colocado na lista de maiores motivadores para o empregado em grande parte das empresas estudadas. Nossos dados demonstram a seguinte ordem dos dez maiores fatores motivadores.
1- Desafio
2- Perspectiva de Desenvolvimento
3- Treinamento
4- Reconhecimento.
5- Integração
6- Sentido de Utilidade
7- Liderança
8- Remuneração Justa
9- Segurança
10- Autonomia
Por se tratar de um aspecto totalmente subjetivo, é muito complicado para a empresa ou seus gestores, obterem uma análise precisa de como anda o clima na organização e prover as mudanças necessárias. Se os funcionários estão satisfeitos e motivados, se o organograma da empresa funciona, se há uma boa relação entre chefes e subordinados, se todos os funcionários estão envolvidos com a missão da empresa, tudo isto é relevante para o sucesso da organização. A pesquisa ainda se mostra como a melhor opção para detectar parâmetros e direcionar ações. O simples fato de aplicar um questionário nos diversos setores de uma empresa já funciona como um fator imediato de motivação, pois é uma forma direta de dizer a todos os colaboradores que suas opiniões são importantes e que a empresa está interessada em providenciar melhorias. Deve-se assim, analisar os dados coletados e dar feedback a estes colaboradores, tomando as providências que motivaram a pesquisa sob a pena de comprometer a credibilidade da empresa caso isto não aconteça. Quando o processo é bem conduzido as mudanças no clima das organizações são imediatas.
Em algumas empresas é economicamente inviável a realização de uma pesquisa, mas existem maneiras de se aproximar da análise ideal promovendo uma pesquisa por amostragem, que bem conduzida pode refletir a grande maioria das conclusões e análises que seriam obtidas com uma macro análise.
Os resultados de um programa de melhoria do clima organizacional são notórios e muitas empresas estão investindo na qualificação de seus departamentos de recursos humanos para que estes possam buscar na própria empresa as respostas para questões organizacionais e as soluções para seus problemas. De qualquer forma, todo o processo de melhoria demonstra que não existe unilateralidade, não obedece a uma seqüência hierárquica de decisões, mas parte do princípio de que cada mesa, cada vassoura, escada, caneta ou monitor é uma parte importante da organização.

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Guerreiros, peixes, cobras e jacarés.


Esta semana eu postei em meu blog um vídeo motivacional feito com cenas do filme "O Gladiador". Ele trata basicamente da coragem necessária para enfrentar as dificuldades que a vida nos impõe e a melhor maneira de fazer a diferença sendo assim reconhecido. Recebi centenas de e-mails elogiando o vídeo; E viva o Youtube!
O que realmente acontece é que para nos tornarmos estes "guerreiros" retratados no vídeo, precisamos nos "armar" cada vez mais de certificados, estágios, diplomas, pós-graduações, mestrados, doutorados, cursos de aperfeiçoamento, ufa!, para que não sejamos jogados numa “arena” munidos apenas de estilingues e algumas poucas pedras.
Nos últimos dez anos houve uma disseminação de instituições de ensino superior, (algumas de qualidade duvidosa...), em virtude de uma política nacional de aumento do número de estudantes universitários para fazer figurinha nas classificações de organizações internacionais que medem o desenvolvimento de países em crescimento. Como conseqüência, observamos um mercado saturado de profissionais "armados até os dentes" mas que muitas vezes não dão conta dos gladiadores que enfrentam. É comum vermos ofertas de emprego mesmo na esfera pública, onde os candidatos não se mostram aptos e sobram vagas.
Nossos avós, que em sua grande maioria não sabiam sequer onde encontrar uma escola de nível superior, conseguiram criar muito mais filhos do que conseguiríamos hoje, mas com os mesmos estilingues que se mostram inúteis em "arenas" atuais. O então chamado "curso normal", a vontade de trabalhar e uma pitada de sorte, já garantiam o sustento a uma família, e acreditem;O patriarca geralmente sustentava a casa sozinho!Hoje, a situação não é mais a descrita no ditado;
"Filho de peixe, peixinho é..."
Qualquer profissional deve buscar se qualificar da melhor forma possível e além de mostrar trabalho, estar sempre atualizado e disposto a aprender. Graduação, estágio, idioma estrangeiro, informática, pós ou MBA, mestrado, doutorado, pós-doutorado, congressos... são tão comuns em currículos que as empresas começam a olhar outros itens como trabalho voluntário e ações de cidadania.Bom, mas aí já é assunto para um outro dia. De qualquer forma, fica o recado com o ditado da vez;
"Cobra parada não engole sapo!" ou quem sabe, “Jacaré que vacila vira bolsa de madame”...Portanto, qualifique-se!

Levante sua antena!


Com a velocidade da informação nos dias de hoje, é cada vez mais importante estar atento às mudanças que ocorrem no mundo. Não estou falando apenas de notícias sobre política, economia ou esporte, mas, sobretudo das mudanças de mercado que dão indícios cada vez mais discretos que irão ocorrer.
Há algum tempo, ao escolhermos uma profissão, levávamos em consideração como estava o mercado, que profissões eram vantajosas e com quais nos identificávamos. Hoje, na era da informação instantânea, do obsoletismo iminente, devemos sacar nossa bola de cristal e indagar como estará o mercado quando terminarmos a formação escolhida. Todos nós conhecemos casos de pessoas que optaram por determinada área de formação num momento e foram jogados em mercados saturados algum tempo depois.Também não é incomum vermos empresários e executivos que desatentos aos rumos do mercado, deixam passar oportunidades e não prevêem ameaças. Um bom exemplo foi o que aconteceu com a gigante Coca-cola. Ela demorou a perceber a maior demanda de bebidas não alcoólicas e repositores energéticos e tardou diversificar seus produtos ou fazer aquisições. Erro grave. A Pepsi investiu pesado numa política de expansão e cresceu num mercado que era dominado pela rival.
Os japoneses têm um ditado que retrata o valor da informação por menor que seja;
"Por causa de um prego solto, perdeu-se a ferradura, por causa da ferradura perdeu-se o cavalo, por causa do cavalo a mensagem não foi entregue e como a mensagem não foi entregue... Perdeu-se a guerra!"
Apesar de milenar, o ditado se mostra atual e se aplica as muitas situações de nosso cotidiano.
Portanto, atenção amigos! Atentem aos detalhes e não menosprezem a informação por mais insignificante que ela lhe pareça.
Sejam "antenados" e cuidem dos pregos!

A importância de um idioma estrangeiro e seu ensino em escolas particulares


Ë notória em nossa sociedade a importância da educação para a formação do indivíduo. Não só a educação familiar, que forma o cidadão com alicerces de moral, valores e princípios, mas também aquela que corresponde a um histórico escolar e acadêmico, que será determinante para seu sucesso profissional. Nesta formação, que é dada por estabelecimentos de ensino, uma área tem se tornado cada vez mais importante; O aprendizado de idiomas estrangeiros.
A língua Inglesa é a língua do comércio internacional, da ciência, da nova era da comunicação à distância. Gramática e interpretação não mais nos bastam e faz-se necessário distanciar-se o máximo possível de concorrentes cada vez mais preparados. Advogados, médicos, dentistas existem muitos, mas quantos destes são bilíngües ou poliglotas? Quantos podem fazer um mestrado ou doutorado no exterior?Em países desenvolvidos, o aluno de ensino que chamamos de fundamental e médio tem a oportunidade de escolher o ensino de idiomas como matéria curricular, o que explica o fato de muitos Europeus falarem várias línguas fluentemente. Ao escolherem um idioma, eles podem estudar com um número limitado de alunos por classe e com todos os recursos que um curso de idiomas deveria fornecer. É dada ênfase as quatro habilidades; falar,escutar,ler e escrever.
Resumindo, o aluno tem a oportunidade de aprender na escola e sem custos,uma vez que esses países possuem um bom ensino público. Aqui no Brasil,apesar de nossos alunos estudarem língua estrangeira por anos e em caráter obrigatório, o mesmo não acontece.Por quê?Será que nossos alunos são menos aptos ao aprendizado de outros idiomas? Não.O problema tem respostas um pouco mais complicadas.As salas de aula geralmente têm um número de alunos acima do ideal,não há recursos de áudio e vídeo ou boa metodologia e os professores não são devidamente preparados para ensinar algo que não faça parte do maior de todos os problemas; o vestibular.Nos últimos anos, algumas escolas da região Sudeste vêm tentando mudar este quadro.Parcerias foram firmadas entre escolas e cursos de idiomas por toda parte.No Nordeste, algumas escolas de Salvador saíram na frente e logo foram seguidas por escolas de Aracaju. Hoje temos parcerias como Interchange/Colégio Coesi, Yazigi/Colégio Saint Louis, Instituto Britânico/Colégio Módulo dentre outras. A princípio parece uma parceria que traz vantagens para todos; Descontos especiais para os alunos,horários e localização convenientes e mesmos recursos de aprendizado da sede do curso de idiomas. As escolas têm a chance de ver seus alunos melhorarem as notas em língua estrangeira e potencializar um melhor resultado no vestibular.Há ainda alguns casos em que a escola tem participação na receita do programa para arcar com custos como limpeza e energia. Todo o material é de responsabilidade do curso de idiomas, bem como professores e eventual treinamento para informações.Apesar do alto grau de profissionalismo e da dedicação de ambos, escola e curso de idiomas, invariavelmente surgem dificuldades a serem contornadas.
A comunicação entre a escola e o curso ainda tem problemas, uma vez que possuem diretores e coordenadores distintos e que trabalham em sedes também distintas com horários muitas vezes incompatíveis. O aluno ainda se sente na mesma escola onde passou boa parte do dia e isto pode gerar certa apatia pelo seu retorno ou permanência na mesma. Não há uma imersão no idioma com quadros de avisos, adornos e professores e alunos falando outros idiomas fora da sala de aula. Alguns alunos optam por estudar na sede do curso de idiomas, o que gera uma inevitável comparação e acentuação desta apatia. Estes problemas acabam por tornar o aproveitamento do aluno inferior ao daquele que estuda na sede do curso ou instituto de idiomas e fazem a escola e o próprio curso repensarem até onde vale à pena investir no projeto e correrem o risco de terem alunos formados na escola mas que não são capazes de se comunicar em Inglês ou Espanhol, o que seria um desastre total de marketing,comprometendo ambas enquanto empresas, numa sociedade que prima por resultados.
Ainda existem escolas que planejam desenvolver o próprio projeto, absorvendo os custos da organização e execução do ensino de idiomas com a mesma qualidade de institutos reconhecidos. Se isto se tornar comum e viável, os cursos da atualidade terão que repensar suas estratégias de captação de novos alunos uma vez que poderá haver uma mudança significativa em seu público alvo que deixaria de ser crianças e adolescentes em idade escolar e passaria a ser crianças ainda não alfabetizadas, profissionais já no mercado de trabalho que necessitem de melhor qualificação e grupos coorporativos.Isto reduziria dramaticamente o número de cursos e institutos em nossa cidade, que goza de uma imensa oferta deste serviço, uma vez que a demanda também é bastante significativa, permanecendo no mercado apenas aqueles que nos próximos anos se estabelecerem como prestadores de um serviço tido como essencial de qualidade e a um preço acessível.A garantia de sucesso há muito se tornou bem mais que a simples aprovação em um vestibular. Com a quantidade de cursos de pós-graduação e profissionais cada vez mais preparados, o mercado passou a buscar não menos que a excelência.
O idioma estrangeiro passou a ser um “plus” num mundo globalizado e da informação instantânea. Saber ouvir, falar, ler e escrever uma língua estrangeira abre portas e causa ótima impressão em qualquer área.
Então,
What about you? Do you speak English?
E tú, ? Hablas Español?